Afinal, qual a diferença do revestimento para piso e para parede?

15 fev 2022

Um dos momentos mais esperados quando se está executando uma nova obra ou reformando a própria casa é a escolha do revestimento. Nessa hora, é preciso combinar o desejo estético que se tem para aquele ambiente com as características técnicas exigidas pelo projeto para garantir o melhor desempenho do revestimento utilizado ali.

Comumente, surge a dúvida na cabeça do consumidor: posso utilizar o mesmo revestimento para piso e para parede? Isso porque, do ponto de vista estético, é possível criar uma harmonização interessante quando se tem o mesmo produto dando o tom para uma área da sua casa, como o banheiro ou a cozinha.

A resposta para essa pergunta é simples: o revestimento feito para pisos pode ser utilizado nas paredes, no entanto, se o revestimento foi feito para a parede, é preciso analisar as suas características técnicas para verificar se atendem às necessidades do piso. “Os azulejos e revestimentos para parede tinham uma resistência baixa sendo indicados exclusivamente para paredes, já os pisos tinham uma alta resistência. Assim, a distinção era clara de qual produto era indicado para cada situação. A evolução no setor industrial cerâmico e a adoção de produtos mais nobres e resistentes, bem como um conceito arquitetônico mais apurado, permitiu a adoção de um mesmo produto para ambas situações: parede e piso”, explica Franz Rezende, azulejista e apresentador do canal “O Azulejista” no YouTube

 

Como escolher revestimento para piso ou parede

Materiais de alta resistência e bom desempenho, como o porcelanato, podem ser utilizados tanto nos pisos como nas paredes. “Hoje podemos usar um revestimento monoporoso só para a parede e um porcelanato no chão. Mas também podemos usar o mesmo porcelanato tanto no chão como na parede”, exemplifica Franz. Dessa forma, a liberdade estética se torna ainda maior porque o consumidor tem um leque de opções também maior para escolher.
Exclusivamente para paredes, podem ser utilizados revestimentos com características de resistência inferiores aos revestimentos de piso, como os monoporosos, pastilhas cerâmicas e pastilhas de vidro. “Eles são indicados apenas para uso em paredes por serem menos resistentes a abrasão, carga ou impacto”, complementa Franz.
Produtos com essas características de resistência, como a cerâmica e o porcelanato, podem ser utilizados em pisos. Vale lembrar que é preciso considerar também o ambiente onde o material será aplicado para conferir se o seu coeficiente de atrito está de acordo com a sua necessidade.
Os revestimentos para pisos são desenvolvidos com o objetivo de suportar o trânsito de pessoas, a carga ou o peso dos móveis e, quando falamos de garagens, os pesos de carros ou motos.
No entanto, utilizar um revestimento com essas características para a parede não traz nenhum prejuízo, ao contrário, pode ser responsável por tornar o ambiente totalmente harmonioso.

Dica de ouro do profissional:

“Como profissional, vemos diariamente vários conceitos diferentes quanto a isso. Se o consumidor deseja harmonia e sobriedade, a indicação é a adoção de um produto único tanto para o piso como para a parede. Chamamos isso de envelopamento.
Envelopamento é quando um banheiro, por exemplo, tem um mesmo produto no chão e nas paredes.
Também podemos trabalhar com combinações, por exemplo, um porcelanato que imita madeira no chão e um revestimento neutro nas paredes. Ou um porcelanato que imita mármore no chão e um que imita madeira na parede.
Podemos trabalhar todos os ambientes com produtos de cores frias, como o cimento queimado, ou combinar cores quentes e frias. As opções são exclusivamente do cliente de acordo com o seu conceito para o ambiente”, explica Franz Rezende.

 

Cuidados na aplicação

Na questão da aplicação, as técnicas são orientadas segundo as NBRs. Uma das mais importantes para a aplicação do porcelanato é recém-publicada ABNT NBR 16.928 – Pastilhas cerâmicas — Classificação, características e marcação, de 2021.
“Essas normas orientam os assentadores sobre o uso das argamassas corretas para cada tipo de produto, local. Por exemplo, a argamassa para assentamento de cerâmica é uma argamassa de colagem mecânica. Já para porcelanatos e pastilhas, a argamassa é de colagem química devido a adição de polímeros para garantir uma ancoragem em revestimentos com baixa absorção de umidade como o porcelanato”, alerta o empreendedor digital.
Para evitar problemas e patologias é fundamental seguir as orientações normativas que indicam também quando é necessária a dupla colagem e quando não é.  Por fim, adquirir produtos de fornecedores idôneos, que tenham um bom processo fabril, é importante para o resultado final do projeto.

 

Você já ouviu falar de revestimento 3D? Essa tendência tem sido destaque para as paredes de quartos e salas. Saiba mais: https://www.grupofragnani.com.br/blog/revestimento-3d-vantagens-de-escolher/

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