Revestimento externo: escolha a melhor opção para a sua residência

01 fev 2022

A escolha do revestimento externo precisa ser feita de forma precisa e cuidadosa. Isso porque, além da preocupação estética, os revestimentos externos sofrem com a exposição às intempéries climáticas e também precisam ser seguros para evitar acidentes domésticos em locais molhados, como quintal ou borda de piscina.

 

Para paredes, comumente, as tintas são escolhidas, muitas vezes, por conta de preço. No entanto, levar em consideração a durabilidade do material que servirá como revestimento de uma fachada é fundamental para evitar gastos desnecessários com uma manutenção mais rápida do que o esperado.

 

Os revestimentos cerâmicos devem ser sempre considerados quando estamos procurando um tipo de revestimento resistente às intempéries e que evite acidentes. Existem diferentes classificações quanto ao seu uso e a tipologia correta determinará a perspectiva de vida útil daquele revestimento naquele local.

 

Vale ressaltar que hoje a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais (ABNT NBR 15.575), determina que uma residência deve ter, no mínimo, 50 anos de vida útil – considerando manutenções ao longo deste tempo. Então, se torna ainda mais importante pensar nos tipos de materiais empregados nesta casa a fim de garantir a qualidade desejada para essa habitação.

 

Como escolher revestimentos externos

A arquiteta Sabrina Salles, reitera a importância da escolha deste tipo de revestimento para áreas externas. “É preciso utilizar revestimentos com ampla durabilidade e que não sejam escorregadios. É preciso procurar por peças que tenham a indicação adequada para essa área para não correr o risco de acidentes”, avalia.

 

Um dos pontos mais importantes na escolha do revestimento cerâmico para área externa é o coeficiente de atrito para pisos. A norma 13.818 determina que o coeficiente de atrito mínimo para o piso ser considerado antiderrapante deve ser maior ou igual a 0,4. Antes de adquirir o revestimento, vale analisar essa característica.

 

No caso de fachadas, escolher o revestimento cerâmico evita manutenções em curto prazo. Para que ele funcione corretamente, é preciso adquirir também um rejunte e uma argamassa de boa qualidade. Além disso, o ambiente em que ele está inserido precisa ser planejado para evitar danos.

 

“É importante ter um rufo no muro para evitar que tenha a água escorrida e o gotejamento, dessa forma, ela cai fora do revestimento. Em casa, a platibanda e o telhado ajudam a deixar uma aparência melhor e aumentar a durabilidade”, explica Sabrina Salles.

 

Para pisos, a arquiteta indica a utilização de revestimentos escovados ou naturais, pela facilidade de manutenção. Já nas paredes, para aqueles que não querem utilizar o revestimento cerâmico ou o porcelanato, é possível considerar as pedras.

 

Outro cuidado importante para evitar problemas, como o desplacamento das peças, é contratar um profissional qualificado que saiba executar o serviço de forma correta, evitando prejuízos na sua obra. O assentamento das peças cerâmicas deve ser feito com cautela. Saiba mais aqui: https://www.grupofragnani.com.br/blog/cuidados-essenciais-apos-o-assentamento-de-pisos/

 

Normas para seguir sobre revestimentos

NBR 13.753: Revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante;

NBR 13.754: Revestimento de paredes internas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante;

NBR 13.755: Revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante;

NBR 13.818 e NBR 15.463: Placas cerâmicas para revestimento;

NBR 15.575: Edificações habitacionais – Desempenho.

 

Normas técnicas: o que conferir na hora de instalar revestimentos

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