Reforma de inverno: como escolher o piso ideal

07 jul 2022

Na hora de escolher o revestimento para cada ambiente é importante considerar as mudanças de temperatura ao longo do ano e também a região do país onde está sendo realizada a reforma. Por isso, é essencial entender a importância de se ter o acompanhamento de um especialista ou, até mesmo, um lojista na hora de fazer a escolha do piso ideal para a sua reforma de inverno.

Para Caio Vinicius Correa, arquiteto, um ponto de atenção na hora de realizar uma reforma de inverno é a escolha dos revestimentos. Pisos quentes, como madeira, carpete, vinílico, entre outros, são maus condutores de calor, ou seja, esquentam ou esfriam com dificuldade, independentemente da temperatura ambiente ou exposição à luz solar direta, mantém sua temperatura de forma bem regular.

 

Piso frio ou piso quente: qual o ideal na reforma de inverno

 

Segundo o especialista, os pisos frios, como cerâmicas, porcelanatos e algumas pedras naturais (mármore, granitos e outras) têm boa condução térmica, ou seja, ganham e/ou perdem calor com facilidade em relação ao ambiente (massa de ar, irradiação solar, etc) ou alguma outra fonte de calor, como resistências usadas em pisos aquecidos.

Aqui vale mais uma distinção entre os pisos quentes e os aquecidos. “Os aquecidos são compostos por um sistema que conjuga os pisos com boa condução térmica com uma fonte de calor, como uma resistência elétrica”, destaca. Daí, o piso frio absorve o calor da resistência de forma muito eficiente, o que o denominado piso quente não conseguiria fazer. “Outra diferença é a permeabilidade e durabilidade em relação à umidade. Pisos frios, em geral, são mais impermeáveis e menos sujeitos à deterioração por contato direto com água por umidade”, complementa.

Revestimento de Piso Tecnogres
Porcelanato para piso frio. Clique na foto para ver o produto no site .

Devido à melhor relação com umidade, os pisos frios são indicados para as áreas molhadas das edificações, enquanto os pisos quentes têm ampla aplicação em ambientes sociais ou privativos que requeiram maior conforto em dias frios, para além dos casos em que se aplica o sistema de piso aquecido, cujo investimento financeiro é naturalmente maior. Falando na questão dos benefícios da escolha correta entre o piso frio e o piso quente na hora de realizar uma reforma de inverno: “o piso frio é resistente a água e mais versátil do ponto de vista estético quanto à paginação de piso”, destaca.

Como escolher o revestimento na loja e cuidados na instalação

A primeira dica é fazer um projeto de paginação antes da compra. Esta orientação vale para ambos os pisos, pois entendendo as dimensões do ambiente e as relações possíveis com as dimensões do revestimento a ser comprado, pode-se chegar à melhor proposta estética, assim como a mais otimizada quanto a quantidade de material a ser comprado. “Avaliar as espessuras de cada um dos materiais frente às superfícies que receberão os revestimentos a fim de evitar desníveis indesejados entre ambientes, por exemplo”, orienta. Atenção especial a soleiras e suas interferências com batentes e guarnições de portas.

Exemplo de projeto de paginação de piso

 

Existe uma diferença de aplicação entre os pisos quentes e frios, no primeiro, devido a características físico-químicas específicas, eles são assentados com colas, enquanto pisos frios apresentam características que levam ao assentamento por meio de argamassas. Por isso, a importância de contratar um profissional capacitado para realizar a instalação.

Os pisos quentes modulares, como tacos ou pisos laminados em placa, devem ser assentados necessariamente com uma paginação específica, chamada por alguns profissionais de “amarração”, pois a mesma garante a estabilidade necessária ao conjunto quanto a movimentações horizontais e até para eventuais desplacamentos. “Neste quesito, os pisos frios possuem menos restrições, oferecendo maior liberdade estética para sua paginação. Os pisos quentes ainda oferecem como opcionais as mantas de conforto acústico, térmico ou termoacústico”, finaliza.

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