Neuroarquitetura: o que é e como aplicar na prática

11 nov 2022

Você já ouviu falar em neuroarquitetura? É o estudo que analisa como o ambiente físico impacta no comportamento humano e como o mesmo responde aos estímulos interagindo com esses espaços. Já existem estudos científicos que mostram que um ambiente mais humanizado, ergonômico, confortável e estimulante, influencia diretamente na produtividade no trabalho.

De acordo com Rafaela Costa, arquiteta e urbanista da Criare Campinas, a ambientação adequada de um espaço, impacta diretamente no bem-estar e consequentemente na produtividade. “A decoração vai muito além da questão estética e, quando bem executada, promove a melhora da saúde mental, por isso é tão importante dedicar atenção aos espaços”, esclarece.

A neuroarquitetura visa projetar ambientes que sejam funcionais, mas que ao mesmo tempo não levem em conta apenas aspectos técnicos, mas também como o cérebro responde aos espaços e a experiência pessoal de cada usuário. Para elaborar um projeto de neuroarquitetura, tudo vai depender do tipo de ambiente, tamanho do espaço, além, é claro, das exigências do cliente e condições do entorno da construção.

Como elaborar projetos de neuroarquitetura

Entretanto, não existe um padrão para se construir e aplicar a neuroarquitetura, mas alguns pontos em comum que são importantes na hora de elaborar um projeto, como: a acústica, a iluminação, quais as cores utilizadas e o que elas refletem, por exemplo. Outro aspecto importante é a utilização de plantas, que geram uma conexão maior com a natureza e ao mesmo tempo melhoram a qualidade do ar no ambiente.

A neuroarquitetura também engloba alguns outros quesitos, como a utilização de cores nos projetos, pois sabemos que elas influenciam diretamente nas sensações e no humor dos moradores ou frequentadores de determinados ambientes. Por exemplo, algumas cores quentes, como laranja e vermelho, promovem agitação e movimento; enquanto as cores frias, como azul e verde, naturalmente, trazem mais calma e serenidade. Pontos a serem considerados em um projeto de neuroarquitetura:

  •  Cores;
  • Biofilia;
  • Iluminação;
  • Mobiliário;
  • Ergonomia;
  • Interação entre espaço e pessoas.

Entenda a neurociência aplicada ao mundo da arquitetura

Para Lori Crizel, arquiteto com mestrado em percepção humana, especialização em neurociências e comportamento, quando nós falamos sobre neurociência aplicada ao mundo da arquitetura, especialmente na elaboração de projetos de design ou de arquitetura, nós estamos falando sobre condicionantes de valência emocional. “Nós estamos falando sobre a colocação de significado de valia nos espaços que estamos projetando”, ressalta.

E o que isso significa? Quando nos lembramos de espaços que conhecemos ou que já visitamos, quando eles ficam marcados em nossa memória, “é porque eles têm uma motivação emocional afetiva, para serem recorrentes às suas memórias, ou seja, são o que chamamos de espaços memoráveis”, complementa.

Para os projetistas e arquitetos, ter lugares classificados como memoráveis faz uma grande diferença, entretanto, é essencial uma formação especializada com um preparo adequado para estarem dentro do rol de percepção e de preferência dos usuários, que estão cada vez mais preocupados com o sentido emocional de seus espaços, sejam eles de trabalho, de lazer ou para descanso.

Para o especialista que também é Coordenador de Pós-Graduação em Arquitetura do Instituto de Pós-Graduação & Graduação – IPOG e autor do 1º Livro nacional sobre Neuroarquitetura, “no mundo do design e da arquitetura, a neurociência aplicada ao projeto já vem sendo considerada um dos maiores divisores de água das últimas décadas”, finaliza.

 

Você sabe o que é arquitetura afetiva? Descubra aqui: https://www.grupofragnani.com.br/blog/arquitetura-decoracao-afetiva/

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