Revestimento 3D e iluminação: transforme suas paredes em obras de arte

Não há dúvidas de que o revestimento 3D ganhou o coração dos brasileiros. Durante os últimos anos, ele se tornou uma tendência em decoração e cada vez mais tem recebido destaque no mercado. E não é à toa. Através de desenhos, cores, texturas e formas geométricas, o material é capaz de dar personalidade e criar uma percepção diferente do espaço. Inclusive, ele é uma ótima alternativa para substituir os papéis de parede – tanto em durabilidade e custo-benefício.

Uma coisa é fato: quem escolhe, ama. Afinal, o revestimento 3D, além de trazer um ar moderno para os ambientes, é impactante. A aplicação dele em paredes causa uma sensação de profundidade e volume, oferecendo uma experiência única para os espaços. Mas, como deixar a sua parede com revestimento 3D ainda mais impactante e surpreendente? Com um projeto de iluminação! É o que explica o arquiteto, urbanista e lighting designer Paulo Torniziello.

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Outra característica muito interessante que a iluminação pode proporcionar ao ambiente é a criação de cenas. Por exemplo, a luz ligada apenas sobre o revestimento 3D é uma cena. Quando acendemos uma segunda luminária, dessa vez um spot direcional em cima de uma mesa, criamos uma segunda cena. Esse jogo de iluminação, além de adicionar estilo à decoração, torna o ambiente mais confortável. “Com uma iluminação correta e bem planejada, o revestimento 3D se torna uma verdadeira obra de arte”, explica Torniziello. Segundo o especialista, a luz é capaz de fazer com que o elemento se sobressaia, tornando-o uma referência no ambiente sem agredir todas as outras informações, como mobília e quadros, proporcionando um espaço mais equilibrado.

Luz, sombra e contraste

Se você está pensando em buscar um projeto de iluminação para valorizar ainda mais a sua parede com revestimento 3D, é necessário que entenda a importância do efeito luz e sombra para o ambiente. Como já disse o grande arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer: “Uma boa iluminação levanta uma arquitetura medíocre, e uma iluminação ruim acaba com o melhor projeto”.

Segundo Torniziello, cada ambiente é único, assim como as paredes e os revestimentos. E cada um desses elementos exige um projeto de iluminação exclusivo para alcançar os objetivos de efeito que você quer buscar. Por exemplo, falando sobre cerâmicas 3D, elas possuem características e desenhos distintos, e a forma como a luz passa por cada uma delas, gera um efeito de sombra e contraste diferente.

Os conceitos de direcionamento de luz também são responsáveis pelo efeito luz e sombra. Conheça alguns deles:

Luz direta: facho direto concentrado ou aberto sobre o elemento que precisa de iluminação, como um embutido com foco direcional ou não sobre uma mesa de jantar.

Luz indireta: o facho de luz é refletido na direção do teto para que ele reflita na direção oposta e sobre uma superfície, sendo depois ampliado para todos os espaços. Um exemplo são as arandelas nas paredes.

Luz difusa: ilumina todo o ambiente de maneira suave e em todas as direções. Esse tipo de iluminação tem como função tornar o facho luminoso mais suave através de um filtro.

 

Cores e frequência de luz

Um projeto de iluminação conta com muitas variáveis, que vão desde as características estéticas das luminárias até mesmo o espectro de cor e luz. O lighting designer explica que as luzes artificiais são divididas em dois grandes grupos: fontes de luz coloridas e saturadas (azul, vermelha, verde, amarela, etc) e fontes de luz brancas (quentes, neutras e frias) com variedade na tonalidade.

As luzes coloridas e saturadas são utilizadas para projetos específicos, que exigem cor para cumprir um determinado objetivo da decoração. É o caso de luzes magenta e azul, por exemplo, como decoração em um quarto gamer.

Já a luz branca e suas diferentes tonalidades são diferenciadas pela grandeza Kelvin (K). Quanto maior a temperatura de cor correlata (K) da luz, mais branca azulada será a tonalidade. As fontes de iluminação brancas são muito utilizadas na decoração interna das casas, podendo variar de: luz quente 2.700K a 3000K; luz neutra 4.000K e luz fria acima de 5.000K.

“Para a decoração de ambientes internos, como salas, eu busco não trabalhar com cores frias, pois elas costumam ser agressivas aos olhos. No entanto, algumas pessoas costumam achar as luzes amareladas fracas. Isso acontece porque a sensação de luz é subjetiva a cada indivíduo. Por isso, quando você for montar o seu projeto de iluminação, é interessante que você sinta e experimente as opções para saber qual te deixará mais confortável”, conclui Torniziello.

Agora que você já sabe como iluminação pode potencializar a beleza do seu revestimento 3D, que tal aprender mais sobre esse tipo de material? Acesse:  https://www.grupofragnani.com.br/blog/revestimento-3d-como-funciona/?utm_source=Blog&utm_medium=Banner&utm_id=Banner