Aprenda a compor uma cozinha colorida em casa

A cozinha é a alma da casa dos brasileiros. Muito além da alimentação, a função desse ambiente familiar é de nutrir encontros e conexões. Não é à toa que ela se transforma ao longo do tempo e das gerações, refletindo as relações humanas de toda uma época. Se voltarmos alguns anos atrás, esse espaço tinha um papel de coadjuvante, planejado apenas para a preparação dos alimentos. A comida era feita na cozinha, mas a convivência e as interações sociais eram construídas em outros espaços da casa.

É o que explica a arquiteta, urbanista e design de interiores Rafaela Furtado. “Antigamente, a cozinha era um espaço isolado e separado do corpo principal da casa, sendo muitas vezes um local simples e com pouca preocupação estética”. Mas, agora o cenário mudou. “Atualmente, esse espaço não é só para o preparo das refeições, mas também para o compartilhamento dos momentos em família no dia a dia”, acrescenta.

Foi-se o tempo em que as cozinhas eram lugares brancos e sem graça. Hoje, espelhando os comportamentos da nossa sociedade atual, esses espaços precisam, além de muita personalidade, promover conforto e expressar sensações. Devido à forte tendência do “design do bem-estar”, as cores ganharam ainda mais protagonismo, já que são capazes de trazer alegria e leveza para os ambientes.

Para montar uma cozinha colorida em casa, é preciso estar atento aos detalhes. Além dos objetos de decoração, mobílias e armários, os revestimentos são essenciais para dar mais vida ao ambiente. Mas, existe um passo muito importante antes de escolher pisos e azulejos, que é: pensar em como todas as cores vão compor esse espaço juntas.

Segundo o arquiteto, urbanista e designer de interiores, Arthur Garcia, o equilíbrio entre cores e texturas é importante para o cérebro humano, podendo impactar diretamente na saúde mental e emocional. “As cores influenciam na forma como sentimos e percebemos os espaços. Por isso, além de pensar nas cores e tons que você gosta, é importante pensar em quais sensações você quer alcançar”, explica. Por exemplo, o branco traz clareza, o amarelo estimula a felicidade e os tons de verde acalmam.

 

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Como não errar na escolha das cores dos revestimentos?

O primeiro passo é entender que os revestimentos são acabamentos duradouros. Diferente de alguns objetos de decoração, que você pode trocar de lugar com facilidade, os pisos e azulejos demandam uma escolha assertiva, afinal, eles se manterão no ambiente por bastante tempo.

Segundo Garcia, a primeira dica é começar analisando o tamanho dos ambientes. “Por exemplo, se a cozinha for pequena, cores mais escuras e pesadas vão sobrecarregar o ambiente e passar a sensação de que ele é ainda menor. Então, é melhor optar por revestimentos com detalhes coloridos. Já as cozinhas grandes permitem a harmonização com cores e texturas”, esclarece o arquiteto.  

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E como harmonizar as cores na cozinha?

Os profissionais que trabalham com decoração utilizam uma técnica de análise do círculo cromático para que as combinações sejam mais assertivas. Para criar harmonia na cozinha, a arquiteta Rafaela tem um conselho: “é preciso ter cautela com as texturas e cores com a mesma linha de raciocínio em que escolhemos uma combinação de roupas”.

Segundo a especialista, para quem quer deixar a cozinha colorida e com charme, a dica é abusar de tons neutros no ambiente todo, como cinza, bege e branco, e escolher um ponto de destaque com cor, como um revestimento colorido.

“Agora, se a intenção for realmente colorir bastante o espaço, aconselho a contratação de um profissional arquiteto ou designer, pois as cores são aplicadas de maneira técnica para não haver arrependimentos com as combinações”, alerta Rafaela.

 

Acerte o tipo de revestimento

As cozinhas são diferentes de outras áreas da casa. Afinal, trata-se de um ambiente onde as refeições são elaboradas. Logo, um espaço com bastante incidência de resquícios de gorduras, por exemplo. Por isso, é fundamental acertar na escolha do tipo de acabamento dos pisos e azulejos. Segundo Garcia, a indicação ideal são os revestimentos acetinados.

“Acredito que os revestimentos cerâmicos e porcelanatos são boas opções para as cozinhas”, completa a arquiteta Rafaela. “Também recomendo evitar pisos e azulejos com muitas texturas ou alta porosidade. O acabamento acetinado é interessante, pois não escorregam e são de fácil limpeza”, conclui.

Agora é hora de você descobrir mais sobre os tipos de revestimentos e aprimorar o seu conhecimento para saber qual é o ideal para o seu projeto. Acesse o link abaixo e confira a matéria que publicamos sobre o tema: https://www.grupofragnani.com.br/blog/revestimento-ideal-obra/